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Quem está conduzindo este barco? | A sombra do Órfão e o sucesso nos negócios



Não é novidade que, em uma sociedade realmente civilizada, se espera que todas as pessoas tenham garantidos pelo menos os recursos básicos para sobrevivência tais como: educação de qualidade, moradia digna, saneamento básico, assistência médica, transporte, orientação profissional, e por aí vai...


Quem não tem acesso a isso, já está em desvantagem.


A desigualdade social é um câncer que corrói a humanidade, e cabe a cada um de nós exigir que esse direito seja garantido a todos, e ao mesmo tempo, fazer a nossa parte para que isso seja minimizado ao máximo.


Esse é um lado da moeda...


O outro, é acreditar que o mundo sempre estará em dívida com você.


O que quero dizer com isso?


Muitas pessoas que já têm os recursos necessários para crescer não assumem totalmente a responsabilidade por suas vidas e pelo que lhe acontece; e por essa razão, perdem o poder pessoal.


Eu, mesmo sendo criada com todos os recursos, enquanto não tomei as rédeas da minha vida nas mãos, não consegui prosperar.


Será que sou uma vítima?


Muitas pessoas se sentem eternas vítimas dos outros, das situações e nunca de si mesmas.


Acham que não têm sucesso profissional, porque os colegas de trabalho sentem inveja delas e lhe puxam o tapete, porque o chefe cobra demais e não reconhece seus esforços, e assim por diante. A responsabilidade nunca é delas!


Não percebem que chegam atrasadas, que saem antes do horário, que fazem apenas o que lhe é pedido, que não se capacitam para novas atividades, não fazem cursos de atualização,que não dão sugestões construtivas; enfim, que em nada agregam ao grupo.


Nos negócios, culpam os sócios, os funcionários, os fornecedores e a crise pela estagnação e fracasso.


Não se dão conta de que não fizeram um bom plano de negócios, não estudaram o mercado, que soltam produtos e serviços medíocres, que as finanças não são bem geridas, que se comportam como chefes, e não como líderes...


Então, quando o negócio quebra, abrem outro e...voltam a fracassar.


Nos relacionamentos afetivos, jogam nos ombros do outro a responsabilidade pelo desgaste da relação e pelo sofrimento que sentem. É sempre o outro a causa da sua dor.


Eu já vivi isso e sei o quanto esse comportamento lhe afasta dos seus sonhos. Então, se você quiser ser bem sucedida, terá de assumir 100% da responsabilidade por tudo que acontece na em sua vida: seus resultados, conquistas, fracassos, a qualidade de seus relacionamentos, seu estado de saúde, sua forma física, suas dívidas e seus sentimentos. Enfim, por tudo.


Postura de vítima não funciona para quem busca o crescimento pessoal. No curto e médio prazo, pode até funcionar para se obter ganhos secundários (atenção, cuidados e compaixão). Mas, no longo prazo, esse comportamento é uma erva daninha que drena toda a energia que poderia ser investida no seu desenvolvimento.


Quem se comporta como vítima está incorporando os aspectos sombra do Arquétipo do Órfão:

  • sentimento de inferioridade

  • vitimismo

  • reclamação incessante

  • todo tipo de justificativa para não ter realizado algo

  • projetam as suas sombras no outro, que passa a ser o culpado de tudo.


Se isso não for equacionado pela própria pessoa, ou com ajuda especializada, não há chance de ela ter sucesso e autorrealização.


Como a palavra já indica, responsabilidade é a habilidade de responder por si. Mas, detalhe: assumir a responsabilidade é diferente de se culpar.


A culpa e a vergonha carregam umas das piores vibrações que um ser humano pode experimentar e lhe roubam energia e o poder pessoal. Fique bem atenta, porque é muito fácil cair nessa armadilha.


Três maneiras de estar no mundo


Quando iniciei o meu processo de autoconhecimento e expansão da consciência, percebi que existem 3 estados possíveis de se estar no mundo:


  • O primeiro e quando você se sente e se comporta como uma vítima. Neste caso você não tem poder pessoal. É um barco a deriva, ao sabor dos ventos...apenas reagindo ao que lhe acontece;

  • O segundo é quando você assume a total responsabilidade por sua vida. Neste caso você ganha poder pessoal, seu ego se fortalece e você se torna uma criadora. Assume o leme e se torna a capitã de seu barco;

  • E o terceiro estado é quando você se torna uma Cocriadora, isto é, quando você faz a sua parte, mas o seu ego esta a serviço da sua Essência. Neste caso, você está alinhada com a totalidade e é guiada por esta conexão. Você estuda, trabalha e ajuda, sem colocar resistência alguma ao fluxo da vida, ao Tao. Você se abre às intuições que lhe chegam e dá o máximo de si. Neste estado de cocriadora, seu poder de manifestação é exponenciado, ou seja, para uma pequena ação, terá um grande resultado. Você agora é a comandante de um imponente transatlântico.


Em que estado você se encontra hoje: vítima, criadora ou Cocriadora?


Passar de um estado ao outro só depende de você, da sua decisão firme.


Comece agora!



Sugiro que, somente por hoje:


  • Não reclame. Reclamar não muda nada e ainda envenena o ambiente ao seu redor em que está. Reclamar é um vício e tem que ser encarado como reclamar que alguém não fez o que deveria ter feito só causa mais resistência no outro. Reclamar que está calor, frio ou chovendo não mudará o clima. Perceba a causa real de sua insatisfação. Quando estamos centradas, fluímos com a natureza e ela deixa de ser um problemas nas nossas vidas. Use a energia que gastaria reclamando para agir e transformar as coisas.

  • Não se justifique. Se chegar atrasada a um compromisso, peça desculpas e da próxima vez saia mais cedo. Se não entregar um trabalho no prazo, observe porque deixou para a última hora e, da próxima vez, mude a sua atitude. Justificativas são típicas de quem não tem poder pessoal.

  • Assuma a responsabilidade pelo seu comportamento. Questione-se: “Como foi que eu criei isso na minha vida?”, “O que eu disse ou deveria ter dito?”, “O que eu fiz ou deixei de fazer?”, “O que eu preciso mudar para ter outro resultado?”. Investigue as causas reais de suas atitudes: será que é autossabotagem, zona de conforto, procrastinação, medo, crenças limitantes, tabus, preconceitos? Identifique o que está acontecendo e procure mudar o seu comportamento dia após dia.


Se não conseguir colocar em prática todas as sugestões no dia de hoje, tente outra vez amanhã, e depois, e depois...


Quando menos esperar, terá incorporado o primeiro fundamento para o sucesso e a autorrealização.


A verdade é que não podemos mudar o outro, assim como não podemos mudar muitas situações. A vida é cheia de incertezas. Mas, podemos mudar a maneira de ver e de interpretar o que nos acontece.


Nós criamos a própria realidade, conforme nossos pensamentos, sentimentos, palavras e ações. Se a realidade não está favorável, podemos mudar a maneira como vemos as coisas, nossos sentimentos em relação ao que nos acontece, as palavras que usamos com os outros e conosco, e sempre podemos agir diferente. A realidade responde, principalmente, à maneira como vibramos e nos comportamos. Isso sim está em nossas mãos!


Assumir a responsabilidade é um exercício diário, não acaba nunca. Posso lhe garantir!


Mas, não seja muito dura com você. Faça ser divertido! Comemore toda vez que se responsabilizar, que assumir o controle do que pode ser controlado. E o que não pode, só lhe cabe soltar.


Persista e isso se tornará parte de quem você é.


Adoraria que você compartilhasse comigo, nos comentários, as suas dificuldades e também as suas vitórias.


Porque juntas, poderemos ir mais longe!


Empreendedorismo consciente. A evolução nos negócios.


Mabel Cristina Dias

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