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Inteligência Emocional: 05 Dicas para o Sucesso nos Negócios

Atualizado: 10 de Mai de 2019

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Como você lida com suas emoções? Já sentiu dificuldade de expressá-las? Ou então, já passou por alguma situação em que elas assumiram o controle sobre suas ações?


Entenda o que é Inteligência Emocional, quais habilidades compõe essa inteligência e qual a relação da Inteligência Emocional com os negócios.


Aposto que depois de ler esse artigo sua visão de mundo vai mudar.


Minhas Emoções? O que eu faço com isso?


Em qual sala de aula fomos orientados a conhecer nossas emoções? Acho difícil saber.

Muito provavelmente você deve se lembrar da escola como um ambiente voltado ao desenvolvimento de capacidades intelectuais e cognitivas.


As emoções, por muitas vezes, foram reprimidas. E emoções reprimidas se acumulam e formam uma grande sombra do seu próprio ser, jogadas para debaixo do tapete.


Agora, se em nenhum momento fomos orientados a conhecer e lidar com as nossas emoções, como esperamos desenvolver qualquer tipo de autocontrole na vida adulta?


Essa sombra só cresce ao longo da vida e resolve nos cobrar justo nos momentos de decisão. (Aposto que você consegue se lembrar de pelo menos um episódio em que perdeu a cabeça, deixou-se controlar pelas emoções e acabou tomando a decisão menos razoável.)


Fique tranquilo, você não está sozinho. A boa notícia é que todos nós temos a capacidade de criar nossa própria realidade e desenvolver o potencial que quisermos dentro de nós.


Que tal desenvolvermos nossa Inteligência Emocional?


O conceito de Inteligência Emocional tem sido estudado desde meados da década de 1980. Nessa mesma época, o Profº Howard Gardner divulgava sua teoria sobre Inteligências Múltiplas e abria a discussão sobre as definições de inteligência do ser humano.


Gardner defende que existem ao menos 09 inteligências presentes em todo ser humano e que essas inteligências se manifestam em diferentes níveis de pessoa para pessoa.


Completa ainda que qualquer inteligência pode ser desenvolvida e aprimorada, basta que seja estimulada.


Na sequência, no ano de 1995, o psicólogo e então redator do The New York Times, Daniel Goleman lança seu Best-Seller “Inteligência Emocional: A Teoria Revolucionária Que Redefine O Que é Ser Inteligente” e intensifica a discussão sobre a inteligência humana.


Segundo Goleman, Inteligência Emocional é a capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos.


A definição de Goleman de tudo tem a ver com o trabalho do Profº Howard Gardner. Três das Inteligências Múltiplas de Gardner se co-relacionam ao conceito de Inteligência Emocional:

(se você ainda não viu o artigo sobre as múltiplas inteligências, pode ler clicando aqui.)


• Conhecer suas emoções, controlá-las e motivar-se são características da Inteligência Intrapessoal.


• Reconhecer essas emoções no outro e desenvolver relações sociais valorizando o melhor de cada um são características da Inteligência Interpessoal.


E como reconhecer e entender as emoções do outro sem a consciência de que somos todos uma coisa só? A empatia se torna possível quando questionamos nossa existência e compreendemos o conceito de Universo.


Enxergar o outro como nosso semelhante, sentir a dor dele sem precisar passar pelos mesmos problemas. Essa reflexão atribui-se a Inteligência Existencial.


Mas de que é feita a Inteligência Emocional?


  • Autoconhecimento Emocional

  • Autocontrole Emocional

  • Automotivação

  • Reconhecimento de Emoções em Outra Pessoa (Empatia)

  • Desenvolver Relacionamentos Interpessoais


Autoconhecimento Emocional


Não há como desenvolver o desconhecido. O primeiro passo para se alcançar qualquer nível primário de Inteligência Emocional é o Autoconhecimento.


Conhecer a si mesmo além do que dizem sobre você, além das verdades que foram criadas durante toda sua vida.


Muitas vezes sentimos necessidade de autodefinição e acreditamos que para fazê-la basta escolher itens em uma lista de adjetivos. Não é uma questão de selecionar características, e sim identificá-las e reconhecê-las dentro de si.


Olhar para dentro e se permitir sentir: o amor, a raiva, a angústia, o prazer, a ansiedade, a tristeza e todos os sentimentos possíveis.


Encará-los de frente para entender exatamente como eles funcionam aí dentro. Uma vez que você os conhece, fica fácil identificá-los quando manifestados.


Controle Emocional


Conhecidas as emoções é hora de controlá-las. E quando digo controlar, não estou dizendo reprimir. Existe uma enorme diferença entre as duas ações.


Sentir raiva e dizer que está tudo bem é reprimir, ocultar. Você não se permite sentir aquela raiva, aquele descontentamento, você apenas aciona um botão mental de “esquecê-la” e segue a vida.


Agora: Sentir raiva, permitir-se uma reflexão acerca da origem dessa raiva e, a partir daí, gerar conclusões sobre como agir frente a esse sentimento, isso é controlar, gerir a emoção de forma inteligente.


Você já conhece esse sentimento dentro de você, já sabe como ele funciona, como ele pretende controlar suas ações. Daí então você o encara de frente, induz uma reflexão, investiga, busca saber sua origem, seus motivos, e tudo se torna mais claro.


Você vai na causa e não no efeito. Assume o controle. Você é quem orienta suas ações, e não seus sentimentos.


Automotivação


Conhecer a si mesmo e controlar nossas próprias emoções gera um sentimento de poder.

Poder sobre nossas próprias vidas, poder de agir, poder de mudança, de transformação, de superação.


Fazendo uma breve analogia: Sua vida é uma estrada e você está dentro de um carro. Para conseguir guiar esse carro é necessário Autoconhecimento e Autocontrole. Seu Propósito é a direção em que você deve seguir. E o combustível para o seu carro seguir essa viagem é a Automotivação.


Essa Automotivação é resultado do seu empoderamento (poder pessoal) como guia da sua própria vida. Agora você não está mais à mercê de seus próprios sentimentos, você está no comando.


Usou de toda sua Inteligência Existencial para reconhecer seu Propósito. Cada pequena conquista o encoraja, cada lapso de serenidade em momentos decisivos o motiva e enche o tanque do seu "carro" de Automotivação.


Reconhecimento de Emoções em Outra Pessoa (Empatia)


A palavra empatia deriva do grego empátheia, que significa “entrar no sentimento”.


Para entrar no sentimento das outras pessoas é necessário que você conheça esse sentimento dentro de você mesmo.


E estamos falando dos mesmos sentimentos e não das mesmas situações. Você não precisa vivenciar o mesmo que a outra pessoa para se sentir como ela.


Você enxerga o que ela está sentindo e reconhece esse sentimento dentro de você mesmo sem precisar passar pela mesma situação.


Desenvolver Relacionamentos Interpessoais


Se o Autoconhecimento possibilita o Autocontrole, a Empatia possibilita a harmonização das relações interpessoais.


É mais fácil conduzir uma relação onde você controla suas emoções e se dispõe a entender as emoções do outro. E isso vale para relacionamentos amorosos, familiares, de trabalho, e tantos outros.


O desenvolvimento pleno das relações interpessoais (entre as pessoas) é uma habilidade da inteligência emocional que só pode ser alcançada depois que você conseguir dominar (gerir) todas as outras.


Eu digo desenvolvimento pleno pois você deve conhecer aquela pessoa "fácil de lidar", aquela pessoa do seu trabalho que não tem qualquer dificuldade em interagir com os outros e criar relações amigáveis.


Mas nem sempre esse bom relacionamento é fruto do desenvolvimento das habilidades da Inteligência Emocional. E se for esse o caso, em algum momento a verdadeira intenção desse relacionamento virá a tona.


O que a Inteligência Emocional propõe é um processo de desenvolvimento pessoal que possibilite um relacionamento interpessoal (entre as pessoas) produtivo e saudável. Além de profundo Autoconhecimento e Autocontrole.


E qual a relação da Inteligência Emocional com o Ambiente Corporativo?


Seja no mundo corporativo, seja ao empreender, o relacionamento interpessoal é algo do qual você não conseguirá fugir. De uma forma ou de outra você precisará se relacionar com pessoas.


Esse relacionamento pode ser entre:


Você → Chefe

Você → Estagiário

Você → Prestadores de serviço

Você → Cliente

Você → Equipe

Você → Outras áreas da empresa


E se existe bom relacionamento interpessoal, existe Inteligência Emocional.


Como você lida com essas relações? Você consegue controlar suas emoções? Consegue reconhecer as emoções do outro? Consegue gerenciar conflitos?


Existem algumas características reveladoras das habilidades da Inteligência Emocional no ambiente corporativo:

  • Reconhecer pontos fortes de sua equipe;

  • Reconhecer o seu potencial e o dos outros;

  • Saber motivar (a equipe, e você mesmo);

  • Ter um bom relacionamento com a equipe;

  • Saber delegar funções de acordo com os pontos fortes de cada um;

  • Saber elogiar e reconhecer um trabalho bem feito;

  • Conseguir realizar as tarefas diárias independente do humor;

  • Saber separar os problemas pessoais do trabalho;

  • Comunicar-se bem com a equipe e outras áreas da empresa;

  • Fazer uma boa leitura das situações e orientar suas ações em prol de um objetivo.


Se você observar, são essas as características que formam um bom gestor. Um líder grandioso!


E mesmo que você não esteja em posição de liderança, trabalhar essas características fará com que você assuma essa posição e seja reconhecido por sua equipe.


Na hora de contratar, dá para identificar a Inteligência Emocional?


Li uma frase em um artigo essa semana que me fez pensar muito e motivou a criação desse texto: “As pessoas são admitidas pelo seu currículo e demitidas pelo seu comportamento”.


Essa é a plena realidade. Na hora de contratar, as empresas usam alguns artifícios para tentar mapear o candidato e prever se ele será um bom colaborador para a equipe ou não.


Mas o que vemos na realidade, seja como candidato seja como contratante, é que você só vai conhecer realmente aquela pessoa no dia a dia: Trabalhando com ela, se relacionando, observando as diferentes reações frente às adversidades e desafios do trabalho.


E nesse momento, somente nesse momento, que a Inteligência Emocional pode ser avaliada.


Contratação é Loteria, então?


Se não é possível mapear a Inteligência Emocional no momento da contratação, como agir?


O interessante seria se as empresas oferecessem algum conteúdo para que seus colaboradores desenvolvessem essa Inteligência Emocional.


Treinamentos, palestras, livros, conteúdo online exclusivo, todo tipo de orientação que pudesse proporcionar esse desenvolvimento.


Essa é a verdadeira formação de pessoas. Esse deveria ser o trabalho das áreas de Recursos Humanos, Departamentos Pessoais & Gestão. Encontrar bons currículos e transformá-los em bons colaboradores. Profissionais cada vez melhores.


O Colaborador entra na empresa de um jeito, e sai completamente transformado. A empresa funciona como uma verdadeira plataforma de impulsionamento para os colaboradores. Isso é Empreendedorismo Consciente.


Importante dizer que: Para qualquer treinamento se faça, não adianta que seja apenas um orientador, um educador, alguém para transmitir conteúdo. É necessário que o receptor esteja disposto, tenha vontade, e consiga enxergar a importância desse aprendizado, para então se dedicar a ele.


Os empreendedores, colaboradores, empresários, prestadores de serviço e todas as outras pessoas do mundo devem estimular o desenvolvimento da Inteligência Emocional, sempre.


Porque é essa característica que vai predominar na avaliação dos gestores, clientes e investidores. A falta de Inteligência Emocional, por muitas vezes, atrapalha o desenvolvimento das tarefas e, consequentemente, o desenvolvimento da empresa.


Por mais que a pessoa tenha um currículo de dar inveja, se não souber controlar suas emoções e trabalhar em equipe dificilmente conseguirá exercer seu papel de forma satisfatória, e mais difícil ainda de forma surpreendente.


Um profissional sem Inteligência Emocional não supera expectativas, e acaba se tornando vítima das armadilhas das suas próprias emoções.


Sou Empreendedor. Como isso se aplica ao meu Negócio?


Além desses exemplos de aplicação da Inteligência Emocional no corporativo, podemos identificar a importância dessa inteligência no nosso próprio negócio.


Ao empreender você se torna seu próprio gestor. Você faz sua própria avaliação e toma as decisões. Ou seja, Autoconhecimento é fundamental.


Controlando suas emoções e orientando suas ações em prol de um bom relacionamento interpessoal, os resultados virão de forma orgânica.


E mesmo não existindo um chefe a quem se reportar, você terá de se relacionar com as pessoas de qualquer forma. Seja com sua equipe, seja com seus clientes.


Inclusive, algumas pessoas pensam que ao deixar o mundo corporativo e iniciar um novo negócio de forma autônoma, conseguirão fugir desses relacionamentos e dos problemas que tinham dentro da empresa.


O que precisa ser entendido aqui é que problemas de comunicação e relacionamento não são gerados pela empresa. É uma questão Intra (você com você mesmo) e Interpessoal (você com os outros) que ocorrerá em qualquer ambiente.


A maioria dos problemas da humanidade são problemas de comunicação, se você se concentrar em resolvê-los, as coisas funcionarão muito bem em seu negócio.


E se envolve relações Intrapessoais e Interpessoais, envolve Inteligência Emocional.


Buscar desenvolver as 05 habilidades fará com esses problemas de relacionamento sejam minimizados.


• Conhecer a si mesmo;

• Lidar com suas emoções;

• Direcionar suas ações controlando essas emoções;

• Motivar-se e reconhecer as emoções do outro ;

• Praticar a Empatia.


São práticas que farão com que você desenvolva um bom relacionamento com as pessoas.


Esse conjunto de ações é o que chamamos de Inteligência Emocional.


Mas, e na prática? Como desenvolver minha Inteligência Emocional?


1) Se Observe


Fique atento ao seu corpo e aos seus sentimentos.

No ambiente familiar, no trabalho, relacionamentos amorosos e amizades.


Em qualquer situação de relacionamento interpessoal, fique atento ao seu corpo e suas expressões. Como você reage ao receber certas informações, o que você sente.


Não se julgue, apenas observe e apreenda.



2) Reflita


Estando sempre atento aos seus sentimentos, reflita sobre eles. (Não se julgue, apenas reflita).


Após passar por uma situação de stress, ansiedade, euforia, empolgação, volte para a casa e reflita sobre como você se sentiu e como expressou esse sentimento.



3) Silencie sua mente


Tão importante quanto refletir é silenciar. Sua mente não pode funcionar 24h por dia à todo vapor. É importante que haja um momento de solitude: você com você mesmo.


Sua mente deve ser silenciada. A meditação te ajudará nesse momento, e ao meditar não tente se impor aquela pressão de "não pensar em nada".


Apenas concentre-se em sua respiração. Quando um pensamento vir, receba-o e deixe-o ir, sem julgamentos. Sempre que dispersar, volte novamente a se concentrar em sua respiração.


Aos poucos perceberá o silêncio, numa lacuna entre um pensamento e outro.


Você pode optar por meditações guiadas também, que são uma ótima ferramenta nesse processo.


4) Responda ao invés de reagir


A emoção costuma ser muito mais rápida que a razão, não é mesmo? O processo de reação é praticamente inconsciente, um gatilho emocional que rege uma ação antes mesmo que você possa perceber.


Experimente uma pausa. Naquele rápido momento em que estiver pronto para reagir, pare e pense. Analise a situação, perceba como se sente, e decida como se comportar.


5) Estude, Aprenda e Aplique


Material disponível não falta. Você pode buscar conteúdo em artigos, livros, vídeos, podcasts, palestras. O importante é absorver esse conteúdo e aplicar, partir para a ação.


Não se pode "esperar por milagres", principalmente numa questão como essa que depende de um profundo Autoconhecimento.


E uma coisa é certa, não existe nada mais motivador do que agir, sair da zona de conforto.


E agir gera ainda mais motivação para seguir em frente. Vamos seguir juntos?



Reflexão


Quem não quer uma fórmula mágica capaz de resolver os problemas, não é mesmo? É difícil assumir que a melhor das fórmulas mágicas está na verdade dentro de nós.


Nós somos os únicos responsáveis pela realidade que criamos em nossa vida.


De início pode ser um pouco difícil enxergar esse potencial transformador. Mas você pode, todos nós podemos!


Deixei essas 05 dicas pra você se inspirar e buscar cada vez mais conhecimento e, principalmente, Autoconhecimento.


Convido você à uma reflexão sobre como tem guiado sua própria vida e como isso tem influenciado seu desempenho no ambiente de trabalho.


Não esquece de me contar aqui nos comentários depois.


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Empreendedorismo Consciente. A liberdade de ser quem você é.


Camila Alves para Em-motion.


https://www.em-motion.org/



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